Por agora irei chamar-lhes assim. Depois logo me dizem a que conclusão chegam.
Antigamente, o amor – o amor? o sexo porra – era a dois ou pelo menos tentaram passar-nos esta imagem. Um estado laico mas com uma forte presença religiosa. Como tal, sempre fomos educados de que o amor, o sexo, o que lhe quiserem chamar, fosse apenas a dois e de preferência um casal padronizado, homem e mulher. Que seca!
Nos dias que correm, viva a diversidade, os casais já não são apenas um homem e mulher, mas duas mulheres, dois homens e o que a vossa imaginação assim quiser definir. Precisamos de mais pessoas com imaginação e mente aberta.

E pronto! Os casais modernos estão apresentados. Ainda que eu ache que não são em nada modernos e, atrever-me-ia a dizer ainda, mais antigos que os ditos casais definidos como ‘normais’. Que asco me dá quando ouço que a heterosexualidade é a normalidade.

Nada disso. O que me faz escrever este texto é a questão do sexo mesmo. Ora vamos lá e deixem-se de pudismos.
Eu sou uma pessoa um tanto ou quanto conservadora. Mas não morro estúpido na certa. Queriam saber mais? Mas não vão saber. Não para já! Agora roam-se de incertezas.
Vá, chega de divagar e vamos ao que interessa.
Swing, Threesome/Ménage, Orgia são conceitos estranhos? Ou nem por isso? Não virem a cara e assobiem. Confessem lá!
Voltando ao antigamente. Ui que tabu gigante e que vergonha seria participar em tais eventos. Hoje em dia os tabus perdem-se as experiências acontecem. Clubes, grupos, bares, sites, aplicações. Um sem número, e muito fácil, de meios para conseguir participar e chegar lá. Só não consigo perceber o secretismo e o budismo nestes temas. Estudaram história? Grécia e Roma antigas. Podem pesquisar. Ficam um pouco mais cultos. Todos estes conceitos eram explorados já no início da nossa história civilizacional.
Agora sim, chega a parte dos casais modernos. Casais com uma relação aberta! Alguém me consegue explicar isto sem me fazer pensar que um ou o outro estão a ser literalmente encornados?
Existe um consentimento, que é para o bem da relação. Deixem-se de merdas.
É só porque o sexo já caiu na rotina e não há novidade. E então vão procurar outros casais, pessoas disponíveis para se divertirem. Com o casal ou até mesmo naqueles grandes bacanais em que já ninguém percebe quem está a comer quem e de quem é aquela perna ou aquela mão. Há gostos para tudo e acho muito bem que se pratique a sexualidade.
Só vos peço que não inventem desculpas. Assumam-no. Façam-no porque sim. Porque querem. Porque vos dá prazer.

É bom? É óptimo? É uma merda?
Quero saber.

A minha opinião está formada. Ups. Mas vá só num dos casos. Não, não vou dizer qual foi.

#Manel
Manel