Quando o Xanax é a cura para o amor…

Desgostos Parte II. Lembram-se daquela história do Tinder? Aquela em que o LIKE foi tão perfeito no inicio que depois o ‘NOPE’ surgiu triunfalmente… Essa mesmo.
Então pois que mantenho-o bem perto, porque um dia me disse: ‘és o meu melhor amigo e amo-te’.
Claro que não foi só por isso. Gosto dele, gosto dele como amigo, como irmão. Sabem aquela pessoa pela qual faríamos algo, mesmo que tivéssemos um pânico de morte? Ele é uma dessas ou essa pessoa.
Já várias vezes falámos sobre tudo isto, sobre sentimentos e a resposta é mais que clara. Que nunca nos vamos perder um ao outro.
Maaaas eu nunca o vou ter daquela forma.

Dói? Nem queiram imaginar. Se alguma vez vou ser capaz de amar alguém da mesma forma? Não sei, duvido.

Sabem o que me fascina nele?
O mau feitio dele, a perseverança, a ambição, a luta por algo melhor, a vontade de querer ser mais, de querer crescer. O ego dele. A forma de estar. Aquele modo de falar quando está exaltado. Quando me chama pelo nome e não pela ‘nossa alcunha’ (sei que vem aí coisa e que fiz asneira), quando me responde em frases curtas (porque não está nos dias dele).
Amo os olhos dele, o sorriso, a especificidade do sinal bem abaixo do lábio inferior e até as marcas na testa que até então desconhecia.

Ansiosos pela parte do Xanax? Pois é! Foi isso mesmo. A ansiedade, as noites mal dormidas por não conseguir atingir o coração dele. Os dias em que o longe parecia nunca mais acabar, em que as mensagens não chegavam. O stress de não o poder ter mais ainda. De não poder partilhar uma vida.
Um certo dia tudo descambou. A apatia apoderou-se. Não comia, não conseguia articular palavras, os minutos pareciam dias, tentava esconder isto através do álcool e dos vários maços de cigarros fumados. Esconder através de um sorriso forçado.
Certo dia antes mesmo de estar com ele o meu coração disparou. O acumular de tudo isto. Uma noite que seria de festa, pelo galheiro.
Deixei andar e lá fui ao médico. ‘Meu amigo tem que resolver tudo isso para curar o coração’. Vai tomar uns Xanax para tentar descansar e isso passa.

A minha pergunta: Mas existe cura? Como passa?

Para vos sincero, tentei apagar, estando com outras pessoas. Mas não consegui fazer-lhes isso. Acho injusto.
Mas como posso curar?
Não aceito aquela parte do afasta-te porque não vai dar. Não sou de desistir. Não consigo… É das pessoas mais importantes para mim. Portanto vai lá à bruta.

Não existem por aí amigos/leitores disponíveis? Aceitam-se cafés, cinemas, jantares, viagens, resorts…

#Manel