Não se façam de desentendidos. Sabem bem a que se referem estes dois termos. Os nossos “melhores amigos”: Tinder e Grindr.
Quem nunca os utilizou? Dentro da sua opção claro. Não se acanhem.

Isto para vos contar um episódio recente. Na certa que se vão identificar com o sucedido.
Enquanto passava com o dedo para fazer “LIKE” ou “NOPE” no Tinder, apareceu uma FOTO que me prendeu. Hesitante lá fiz o “LIKE”.

Surpresa! “Match”!

Pensei para comigo como tal seria possível. Mas embalado pelo sucedido decidi aproveitar a sugestão do Tinder e enviar mensagem. Um sem rol de mensagens. E acontece! Deixamos-nos destas coisas e passamos a um encontro presencial.
Convite para casa, filme, mantas… Como acham que ia acabar?
Limpem as vossas mentes. Não fomos tão longe. Mas algo aconteceu.
Reparem neste delicioso pormenor: ele tem fome e não lhe apetece cozinhar. Já na cozinha prepara uma taça de Cerelac. Espero encostado ao balcão. Oferece-me uma colher e digo que não. Insiste! Faz um “aviãozinho” com a colher e aceito.
Terminado tudo isto, eu continuo encostado ao balcão. Vem na minha direcção e beija-me. Erótico? Romântico? Não sei, mas derreti!

Em 3 meses conhecemo-nos melhor, vimos-nos quase todos os dias e a paixão da minha parte foi inevitável. Mesmo depois dos meus amigos me terem preparado para tal.
Surpresa! Afinal o “Match” não foi tão “match” quanto eu gostava que fosse.

Deveria ter travado isto antes. Nada a fazer. Sempre de grandes paixões: umas curtas, já outras que parecem não ter fim, mesmo quando sabemos que esse “Match” não vai existir nunca.
Abri o jogo! Declarei-me! Mas o “NOPE” em garrafais letras vermelhas apareceu.

Engoli 3 vezes em seco. Partido em cacos, melhor, já em pó, aceitei. Bom, quem é que eu quero enganar! Vou aceitando. Não está fácil, mas a pessoa tem que seguir.

Agora vem o cerne da questão: não o quero largar nunca. Não podendo ter aquela relação de sonho, como nos filmes, nem aquela relação mais superficial, tipo “Friends with benefits” (não me julguem, também tenho as minhas necessidades), quero mantê-lo por perto, como amigo. Vá eu sou forte e aguento.

Mas (aqueles “mas” que estamos quase 2 minutos a dizer), se quero saber o que pensam disto? Quero pois!