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Copenhaga. Dinamarca. Dezembro. Um cenário bem gélido. Quase um polo, mas ainda assim uma das cidades europeias no meu top 3.

Não sei por onde começar, divago sempre quando penso nesta cidade.

O espírito que se vivia na altura em que a visitei tornou-a ainda mais mágica. Época de Natal. Uma cidade cheia de luz e cor. Havia um ‘mercado de natal’, pequeno é certo, mas que vale mais que a pena visitar. Aquele vinho quente ou até mesmo a cidra. Envolvidos por neve falsa, com as figuras do Natal ali presentes. Nem o frio me demoveu de fazer uma visita diária ao mercado.

Um povo super simpático e alegre. Pensamos nas elevadas taxas de suicídio devido às poucas horas de sol que se fazem sentir no inverno. Mas desenganem-se. Ali só encontrei pessoas felizes e com qualidade de vida.

Uma cidade cercada por canais, com imensa luz e em que a poluição quase não se sente. Imensas pistas para ciclistas com semáforos específicos. E um respeito gigante pelos velocípedes.

O ponto turístico é ‘A Pequena Sereia’. Tours de barcos por todos os canais, atenção às cabeças, porque existem pontes muito baixas, levam-nos ao marco de Copenhaga. Não esperem algo muito grande, faz jus ao nome. Mas vale a pena pelo passeio. Podemos ver a Casa de Ópera, a arquitectura moderna misturada com a arquitectura original.

Outros dos pontos de passagem obrigatório é a Christiania. Os mais audazes tiram fotografias, mesmo tendo sinalética gigante a proibir tirar fotografias e até mesmo a utilização de telemóveis, mas existe um café com wifi, podem sempre levar o tablet ou o portátil. Nesta zona da cidade, não existem leis. Existem apenas muitas variedades de droga para ser vendida. Imaginem este cenário: bidões com fogueiras, armazéns devolutos, sem iluminação, chão de terra batida, e algumas barracas, tipo mercado. Parece tirado de um filme? Pois é isto mesmo.

Os jardins do Tivoli, um parque de diversões, são também de visita obrigatória. Não são apenas jardins, é um parque de diversões. Atrevam-se.

Torvehallerne (quase parece que sei falar dinamarquês). É o nome do mercado. São dois edifícios repletos de opções para se puder petiscar. Com iguarias gastronómicas fantásticas. Por sorte apanhei um concerto de gospel. Este concerto aliado a uma óptima companhia, uma boa garrafa de vinho e uns petiscos. Que mais se pode querer?

Para vos ser sincero não fui um ‘consumidor da vida nocturna’ de Copenhaga. Preferi percorrer as ruas durante o dia e aproveitar a arquitectura e a beleza da cidade. Assim mesmo, sem mapas. Mas segundo sei, tem uma noite bastante animada. Uma zona gay, cheia de bares e restaurantes. Mas como vos digo, não usufruí da noite.

Não é uma cidade que se possa dizer barata, mas uma cidade que merece ser devorada por dias e horas a fio.

Eu estive lá por esta altura. Fica aqui uma óptima sugestão para as férias de Natal. Porque não fazer uma viagem até lá?

Não se vão arrepender.