Aos meses que ando para escrever umas linhas sobre o Dubai. Acontece que andei um pouco perdido no tempo e no espaço e um busca do meu ‘eu interior’. Mas que grande mentiroso, deu-me a preguiça e estive uns meses de sabática.

Mas vamos lá ao que interessa. Aquela grande cidade dos Emirados Árabes Unidos. Mas também quem nunca ouviu falar em tal oásis no deserto? Pois claro que sim. (Estou neste momento a ver a vossa cabeça a acenar que sim).

NÃO PENSEM EM IR AO DUBAI NO VERÃO. DERRETEM!

Passado o desabafo vamos lá então ao cerne da questão.

Antes de mais o Dubai é dinheiro. São aqueles arranha céus gigantes. Aqueles grandes carros, os Shoppings que nunca mais acabam, as grandes marcas,  os melhores restaurantes. Isto seria a opinião de alguém que se mantém neste registo. Mas o Dubai não é de todo só isto. O Dubai, apesar de estar num país muçulmano, é multicultural, tem espaço para todas as religiões. No Dubai, se soubermos estar, encontramos respeito e gentes de todo o mundo que por de trás de toda aquela imensidão de prédios é o que mais me fascina. Portanto preparamos-nos para tudo isto. Desde meninas completamente tapadas com as suas abaias a meninas quase despidas. Os homens nas suas kanduras e os mais desportivos. Há espaço para tudo e para todos, mas atenção meus caros modernos deixem as plumas e boás em casa. A homossexualidade continua a ser punida mas se tiveremos cuidado nada nos acontece.

A cidade dos arranha céus. A cidade com uma skyline de perder. Imaginem só:

Jantar numa das torres e na varanda conseguir ver grande parte dos edifícios da Sheik Zaid road iluminados. No dia a seguir acordar com a mesma vista, mas agora com um sol fantástico e as cores dos prédios a sobressair da base amarelada de areia que os rodeia.

Coisas à fazer no Dubai? Vamos lá aos clichés:
Top Burj Khalifa
Safari no Deserto
Passeio na Marina
Praia da Jumeira
Global Village
Miracle Garden
… Não me quero alongar nestes porque os encontram muito fácil por essas internets da vida.

Minhas sugestões:
Madinat Souk
Gold, Old, Spice Souks
Atravessar o rio naqueles barquinhos antigos.

Comerem em restaurantes locais e porque não aquela shouarma no Souk. Aquele espaço com muito mau aspecto? É esse mesmo. Os sumos de fruta são do melhor que há e as shouarmas ou as bolinhas de falafel são de chorar. Não há ASAE, mas eu ainda aqui estou perfeito de saúde. Arrisquem. Não se vão arrepender.

Meio de transporte:  o metro atravessa toda a cidade e deixa-nos nos pontos turísticos e de maior interesse. Para os de mais difícil acesso podem utilizar o táxi  (por incrível que pareça bem mais barato que a UBER. Mas se quiserem andar num Lexus e em bem, podem utilizar a app). Preparem-se para a aventura e adrenalina de andar de carro com um motorista asiático. Vai tentar fazer aquela conversa e vocês vão tentar perceber, mas só tentar. Vão passar o tempo da viagem a dizer “hum hum” e a acenar com a cabeça.

Posto toda esta conversa sem nexo sobre o Dubai, posso dizer-vos que é a cidade que acompanha o desenvolvimento do mundo e da sociedade em si. Atenta às suas necessidades e dos que vivem por lá. Na altura menos quente as actividades começam a surgir e toda a vida social volta a estar activa. Aqueles grandes clubes nocturnos em que entrar é quase um dos objectivos de vida, de por vezes tão complicado que é. Aperaltem-se e façam-se acompanhar das “pessoas certas”. Entrada quase garantida.

A melhor altura do ano para se visitar é entre os meses de Janeiro e Abril/Maio. Mas melhor ainda é aproveitar o facto de ser uma cidade com um dos melhores aeroportos com imensos destinos diferentes e depois de um dia ou dois no Dubai seguir para outro lado.

Se forem para os lados da Ásia por favor avisem-me. Arranjam companhia na certa. Eu!

#Manel

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