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Mochila às costas em Marrocos.

Demorei algum tempo a escrever sobre esta viagem e o motivo é que queria deixar arrefecer aquela euforia inicial de quando chegamos de uma viagem. Sabem do que estou a falar, não sabem?

Mas a verdade é que cheguei a casa no domingo passado e já ando a ver voos para regressar a Marraquexe. Estou tramada.

Bem, começando pelo princípio, quando aceitei o convite do Queres Viajar Comigo pelo nome do Miguel Baptista para ir fazer uma viagem a Marrocos, com direito a conhecer o Deserto do Sahara, achei fantástico. Assim na primeira impressão, pareceu-me incrível!

Quando me disseram que teria que levar uma mochila às costas e uma mala pequena de cabine para ser mais prático carregar, comecei a sentir alguma aflição.

Quem me conhece, e nem precisa de ser muito bem, sabe que não é o meu estilo de viagem. Se há coisa que eu gosto é de andar com a minha querida mala de porão para todo o lado, com vários outfits porque nunca se sabe onde podemos ir parar.

Mas resolvi arriscar e aceitei o convite. Também com 32 anos de idade já estava na altura de sair um bocado da minha zona de conforto nas viagens.

Disse que sim mas não tinha companhia e não queria ir sozinha. Tentei convencer o namorado mas nada. Liguei a várias amigas mas nada. Até que já sem grandes esperanças convidei o meu melhor amigo (que tem uma vida super ocupada) e mais outro grande amigo. Não podia acreditar quando os dois me disseram que sim.

E pronto, os três da vida airada, lá fomos.

A euforia era gigante, fomos de carro até Sevilha e de lá para Marraquexe. Mal chegámos percebemos que o aeroporto de Marraquexe no controlo de passaportes é um caos total. Demorámos o mesmo tempo para passar o controlo de que na viagem de avião (cerca de 1 hora e 5 minutos).

Após a azáfama do aeroporto, lá fomos em jipes em direcção ao centro de Marraquexe, onde seriam passadas as duas primeiras noites.

Estava ansiosa e apreensiva, afinal era a primeira vez que viajava em grupo. Primeira vez mochila às costas e primeira vez em grupo. Tudo em Marrocos.

Após alguns dedos de conversa trocados apercebi-me de que um grupo melhor que este era impossível de se conseguir, todos de várias idades, de zonas distintas, com personalidades muito diferentes mas com uma coisa em comum: a energia e a boa disposição que se sentia era brutal! E acreditem, que foi mesmo assim a viagem toda… apesar de tudo o que aconteçeu!

Assim que cheguei à famosa Praça de Marraquexe, que não achei nada de especial… Quase vazia, meia suja, umas cobras (que eu morro de medo) para os turistas tirarem fotos…. Enfim.. (confesso que fiquei meia desiludida… pelo menos naquele momento).

Acabei por me perder (e perdi-me mesmo) pela Medina, onde as cores se misturam, o cheiro nos invade e ouvimos dezenas de pessoas a negociar por cada canto. Aí sim, senti-me verdaeiramente intrusada naquele ambiente, adoro cores, adoro pessoas e aquelas pessoas eram de uma gentileza única.

Depois chegou a altura de almoçar e conheci as famosas “Tagine”, ora bolas, parece que iriamos comer aquilo a semana quase toda… uma mistura de frango ou bife com legumes cozidos (pesado como tudo).

O almoço foi cerca de 20€ , que achei caro para o que comi e ainda por cima nada de especial. Valeu-me a sopa marroquina que é deliciosa.

E a minha aventura em Marrocos mal tinha começado…

Dou mais notícias no post seguinte 🙂

Ate já!

#InêsemMarrocos